Ciências e geografia: um diálogo necessário

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Um dos trabalhos mais emocionantes desenvolvido para a 4ª Semana das Ciências teve como mote o desastre de Mariana (MG), ocorrido há dois anos. Inserido no projeto “Elementos químicos: origem, usos e consequências” e desenvolvido em parceria com os professores de química, física e geografia do segmento, o tema se deu em função da sua gravidade e pelos inúmeros impactos socioambientais que ainda hoje se desdobram, assim como pelas articulações possíveis com os conteúdos trabalhados na 1ª série do EM, em especial a formação geológica, dinâmica hidrológica, exploração de inúmeros recursos naturais e os problemas ambientais associados.

– Assim que fechamos o grupo com nove integrantes, após os estudantes se inscreverem nos temas de preferência, fizemos um levantamento de todos os aspectos que poderiam ser desenvolvidos a partir do desastre. Organizamos esses aspectos em eixos que iam desde a formação e caracterização geológica do quadrilátero ferrífero aos aspectos políticos – legais, mitigadores, empresariais, institucionais- após o desastre. Selecionamos os eixos e sub eixos que achamos mais relevantes e cada estudante escolheu o eixo que gostaria de pesquisar – lembra Cristiane Adiala, professora de geografia do Ensino Médio da escola.

Depois das semanas iniciais de pesquisa, grupo no facebook e arquivos compartilhados no Google Drive, o grupo ficou a apresentação em três formatos:

– O painel (teia) que seguiu a organização em eixos e que foi alimentado pelas pesquisas prévias que buscavam mostrar os aspectos gerais e específicos do desastre e seu caráter contínuo; o vídeo com imagens aéreas da bacia do Rio doce, com informações gerais os impactos socioambientais mais evidentes e o  jogo “Midas tem problemas”, que trata dos inúmeros problemas socioambientais gerados pela mineração, envolvendo todas os recursos minerais explorados, os principais desastres ambientais reais, o uso de tais recursos na sociedade em que vivemos e por fim, soluções cabíveis para os problemas ambientais decorrentes dessa atividade. Elaborar e produzir o jogo foram, sem dúvida, as partes mais desafiadoras do trabalho. Trata-se de um jogo colaborativo em que os jogadores tentam chegar, em um número pré-definido de rodadas, à resolução de um número pré-definido de problemas ambientais. Se isso não ocorre, todos perdem. O inimigo comum é o tempo e ao longo do jogo a articulação dos participantes no sentido de resolver os problemas é uma das habilidades mobilizadas de maior relevância – conta Cristiane.

 

Sobre o jogo “Midas tem problemas”, por Cristiane Adiala

O jogo conta com um tabuleiro e com 100 cartas de cinco tipos diferentes: cartas de identificação de atores envolvidos; cartas com perguntas sobre a mineração, uso, descarte, problemas socioambientais, aspectos legais etc (objetivas e discursivas, onde as últimas estimulam o debate); cartas que relatam desastres reais em escala mundial e seus impactos (revés); cartas com eventos positivos ligados a mineração (sorte); cartas com os problemas ambientais a serem resolvidos e as cartas com as soluções. Formularmos coletivamente o funcionamento do jogo, os elementos de jogabilidade, as cartas, o tabuleiro e toda a sua identidade visual, tomando como base a intenção de produzir um jogo educativo que ampliasse os conhecimentos sobre os múltiplos aspectos que orbitam a atividade mineradora e que ainda garantisse diversão aos jogadores.
Envolver o grupo nessa atividade de idealização e produção do jogo funcionou como um poderoso recurso didático, com um potencial muito maior do que apenas jogá-lo. Depois de muito trabalho, o grupo se sentiu bastante satisfeito com o aprendizado, com o resultado para o dia da mostra e ainda com a perspectiva de testar, melhorar, utilizar o jogo na escola e disponibilizá-lo gratuitamente (online) para quem quiser reproduzi-lo ou mesmo adaptá-lo.
Integrantes do grupo: Sofia Lopes, Julia Cardoso, Isadora Guerra, Catarina Franca, Victor Correa, Marie Mille

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