Célula adentro

Hoje, dia 24 (terça), às 9h, o 1º ano do Ensino Médio participa de uma atividade muito interessante dentro das Semana das Ciências: o jogo “Célula adentro“, coordenada por Carolina Spiegel (UFF), criadora do jogo. Ela, que virá à EDEM acompanhada por Mauricio Luz (FIOCRUZ), nos contou um pouquinho sobre a atividade.

 

  Carolina Spiegel: hoje, na EDEM

 

Como surgiu a ideia de criar um jogo como o Célula Adentro?

– No meu mestrado em Biologia Celular e Molecular, no Instituto Oswaldo Cruz, Eu estava fazendo uma disciplina da professora Tania Araújo-Jorge chamada “Popularização e Alfabetização Científica”, Tínhamos que apresentar um trabalho final e quase até a véspera de entrega não tinha tido nenhuma ideia que achasse bacana para desenvolver. Aí, voltando um dia para casa, peguei um congestionamento imenso na ponte e veio toda a concepção do jogo. Adorava, quando adolescente, jogar um jogo de tabuleiro estilo detetive chamado Scotland Yard. Ao mesmo tempo tinha voltado para a faculdade de Biologia para fazer licenciatura e estava pensando que seria mais interessante colocar o aluno mais no centro da aprendizagem, de um jeito que eles mesmo fossem responsáveis pela construção do conhecimento. Além disso, eu era muito apaixonada pela minha área de pesquisa envolvendo a Biologia Celular. Enfim, no meio de tudo isso veio o Célula Adentro, aliando as três vertentes de se aprender ciência (Biologia Celular) brincando. Liguei para um grande amigo (Gutemberg Alves) da minha turma da faculdade que topou desenvolver o trabalho junto comigo. Outros co-autores importantes vieram a somar e contribuir para o crescimento do projeto, assim como a pesquisa que fazemos hoje com este material didático: entre eles eu destaco o Maurício Luz e a Leandra Melim.

 

Qual será a dinâmica da atividade que vocês vão coordenar amanhã?

 Vamos fazer grupos de seis alunos em cada tabuleiro, com equipes que vão trabalhar em conjunto para solucionar um “caso”, ou melhor, um mistério sobre a célula. São equipes que vão coletar pistas e cooperar para encontrar a solução. O inimigo será o tempo. Este é um princípio dos jogos cooperativos em que todos ganham ou perdem. Um não está competindo com o outro.

 

Para vocês, qual é a importância de um evento como a Semana das Ciências na EDEM?

Não é a primeira vez que participamos deste evento na EDEM. E, sempre é com imenso prazer que aceitamos. Iniciativas como esta nas escolas são muito bacanas, permitindo a troca de experiências entre professores, alunos, pais e convidados – é incrível ver a qualidade dos trabalhos desenvolvidos e apresentados na escola. É um momento de reflexão importante tanto para o ensino de ciências como para a articulação entre ciências e artes, uma vez que sempre há a presença de pesquisadores, escritores, artistas plásticos e mesas redondas discutindo este tema. Enfim, também merece destaque este evento no momento político em que estamos vivendo no Brasil, em que houve a fusão do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério das Comunicações, em que temos toda a crise na Faperj e inúmeros cortes orçamentários. Precisamos contar com o apoio da Sociedade para manter a Ciência no Brasil.

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