Primeiro foram os caixotes coloridos no parapeito da fachada. Depois, as plaquinhas escritas e penduradas na grade da EDEM. O muro pintado com a frase “Se precisar, pegue; Se puder deixe” foi um indicativo de que alguma novidade estava por vir. Foi assim, delicadamente, que o Muro da Gentileza surgiu na porta da escola. Mas a ideia já existe há um bom tempo. Afinal, como isso tudo começou?

– O projeto do Muro da Gentileza surgiu depois de uma reunião com a Judy (Galper), há uns dois anos. Já havíamos pensado em um espaço em que fosse possível  ampliar essas trocas que a escola promove com a comunidade externa e a sociedade em si fora da escola. Daí a gente pensou em algo semelhante que já existe em outros lugares, até mesmo outros colégios e faltava organizar com a própria escola com outras pessoas que fossem além da questão do meio ambiente, que falassem de consumo – lembra o professor Fábio Rodrigues Pereira, que desenvolve projetos ambientais na EDEM.

A ideia era que outros professores pudessem participar: a equipe do Horário Extensivo abraçou o projeto e aconteceu uma troca muito rica. Além da questão ambiental, tem também a não necessidade do consumo enlouquecedor, em poder praticar a gentileza e atender pessoas que não têm tanto acesso.

– A ideia do muro é gerar na sociedade algo importante no sentido de reconhecer o outro, a questão da humanidade, que vai além da questão ambiental. Fico muito feliz quando passo na porta da escola e vejo de xampu a peças de roupa, pessoas deixando e pessoas pegando – comemora o professor.

Para a diretora Judy Galper, a ideia é conscientizar, cada vez mais, a comunidade escolar e a vizinhança da EDEM:

– Temos tantos objetos e artigos em casa que podem ser servir para outras pessoas… A ideia é que venham coisas boas, limpas, novas, com respeito a quem precisa. Estamos muito felizes com esse muro, repleto de gentileza.