Clima, tipos de solo, ecossistemas, diversidade de animais e vegetais e poder observar tudo isso lá de dentro da mata: o passeio das turmas de 3º ano do Ensino Fundamental 1 para a Floresta da Tijuca teve como objetivo principal colocar alunos e alunas em contato direto com os conteúdos e conceitos trabalhados em sala, já que o projeto de Ciências deste trimestre das duas turmas é, justamente, a Mata Atlântica. As professoras Daianne Xavier e Sylvia Faillace tiveram uma companhia muito especial: o professor Rodrigo Gonçalves, professor de Ciências das turmas de 6º e 7º anos.

– A observação da floresta in loco, o fato de estarem lá, depois de estudarem sobre o assunto, sempre os aproxima demais do tema. Gosto muito de ecologia e é um prazer poder acompanhar estes alunos. Já faço este passeio com as turmas de 3º ano há muito tempo e fico sempre muito feliz e empolgado. Primeiro conversamos sobre estar numa floresta, num ambiente natural, o que se deve fazer (observar os seres vivos e o ambiente, estar atento ao caminho e ao entorno…) e o que não se deve fazer (deixar lixo, retirar algo, barulho…), tudo sempre com discussões e explicações. Aí seguimos para a primeira parte da trilha. Vamos andando e parando à medida que a trilha se alarga, conversando sobre a importância de uma floresta, do ciclo da água, da vegetação, do solo, da decomposição, e de como esses fatores interagem uns com os outros. Vale ressaltar que no geral, as crianças têm muita noção e conhecimento sobre a história da Floresta da Tijuca, bem como das consequências da retirada da vegetação) – explica ele.

Para a professora Daianne, foi uma tarde riquíssima de trocas. A cada parada durante a caminhada, as alunas e os alunos faziam referência aos estudos de sala falando com leveza e propriedade sobre as aprendizagens.

– Estudamos, em sala, a história da floresta e a importância histórica na nossa cidade. Agora, no passeio, foi a hora de ouvir e sentir os sons da natureza, observar a vegetação e os animais em seu habitat, entender o quanto é importante preservar o meio ambiente, a erosão do solo, entre outros. Senti um orgulho imenso e uma felicidade muito grande ao ouvir os pequenos dizendo: “eu sei porque isso acontece, Rodrigo!” “Eu consigo explicar a importância dessas folhas secas para o solo!”. Eles davam explicações maravilhosas como  “A floresta é fechada e quando a chuva cai, bate mais forte na árvore mais alta e depois vai caindo mais devagar e não provoca tanta erosão do solo.” – comemora ela, que no dia do passeio com a sua turma viu uns 11 quatis – Segundo o Rodrigo fomos muito privilegiados, já que eles não costumam aparecer.

A turma da professora Sylvia também adorou o passeio e destaca a relação que a Floresta da Tijuca tem com as disciplinas de História e Geografia.

– Tudo isso tem proximidade com o fato histórico na época de Brasil-Colônia, do Império especialmente de D Pedro II. Os conceitos de ciências e os fatos históricos andaram de mãos dadas nos nossos estudos, levantando muitas curiosidades, indagações…transformando essas crianças em verdadeiros investigadores do conhecimento. Além de ser uma aula-passeio, a Floresta é também um lugar de sensações diversas: ar puro e barulhos da mata. No nosso dia, vimos um bando de macacos-pregos…essa sensação foi a melhor de todas…foi uma exibição fantástica!

Rodrigo destaca que o fato de as crianças estarem no ambiente natural é o melhor desta experiência:

– Vale mais que qualquer vídeo ou foto. Estar ali faz com que eles vejam tudo acontecendo e, dessa forma, entendem e valorizem mais um ecossistema que viram (pelo menos um pouquinho) pelo lado “de dentro”.