Uma feliz coincidência. Na mesma semana em que estava aprendendo a fazer dobraduras em seu curso técnico de formação de professores, Ana Paula Gomes, que trabalha na EDEM há cinco anos como auxiliar de serviços gerais, recebeu o convite da professora Mariana Roncarati, do Grupo 5, para dar uma oficina de barcos de papel para as crianças.

Apesar de querer muito aprender a fazer o barco de papel em seu curso técnico, ela não conseguiu de primeira, em sala de aula. Foi pra casa e disse a si mesmo que tentaria no dia seguinte, com mais calma e, segundo ela, com “menos ansiedade”. No dia seguinte, durante sua hora de almoço de trabalho na EDEM, Ana viu umas folhas usadas na sala da turma da professora Mariana e tentou fazer novamente o barquinho, antes de limpar a sala e antes de as aulas começarem. Tentou, dobrou, desdobrou, dobrou, desdobrou… e conseguiu! Ficou feliz porque poderia levar a tarefa concluída na aula seguinte do seu curso. Mas na correria de arrumar a sala antes de as crianças chegarem, ela acabou deixando o barquinho de papel, sem querer, numa das mesas da sala do Grupo 5.

– Assim que a Mariana chegou e viu o barquinho de papel, ela me perguntou: “Ana, sabe quem deixou esse barquinho aqui?”. Quando eu disse que tinha sido eu e contei toda a história, ela ficou muito feliz: “Poxa, estou procurando uma pessoa que dê uma oficina sobre barcos de papel pras crianças, porque o nosso projeto deste semestre vai ser sobre fundo do mar. Você topa vir ensinar para as crianças?”. E eu topei, claro! – lembra ela.

Para Ana Paula, a experiência de repassar seu conhecimento para crianças da Educação Infantil foi muito gratificante:

– Foi muito gratificante, muito mesmo. Fiquei até emocionada, porque assim como aconteceu comigo dias antes, as crianças estavam ansiosas, mas depois fizeram tudo direitinho. Eu aprendi e passei o que aprendi. Elas me diziam: “Saiu errado…”. E eu respondia, lembrando do que tinha acontecido comigo: “Calma, vamos lá tentar fazer de novo!”. Quando cada uma conseguia e vinha me mostrar, comemorávamos juntas, era uma alegria só. Foi uma oportunidade muito especial, me interessei ainda mais pela didática que envolve tudo isso – conta Ana, que tem o sonho de ser professora da Educação Infantil e fazer uma faculdade logo depois que terminar o curso técnico, em 2021.