Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Quando o professor de História do Ensino Médio é convidado para dar uma aula especial para os alunos do Ensino Fundamental 2, o resultado é um só: troca sempre rica entre os segmentos, auditório lotado e debate de qualidade. Na sexta-feira passada, o professor Raphael Ferraz foi convidado por Marcelle Deslandes, coordenadora do Ensino Fundamental 2, para conversar com os alunos do 9º ano. As turmas estudavam a trajetória de resistência e luta dos negros em diversos lugares do mundo: o Apartheid na África do Sul, a luta por direitos civis nos Estados Unidos e, no Brasil, o movimento abolicionista na virada do Império para a República e o movimento negro contemporâneo.

 

Raphael ressaltou a vigorosa influência negra na História do Brasil, em especial no Rio de Janeiro.

– O Cais do Valongo foi declarado Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco recentemente. É o mais importante sítio da diáspora africana nas Américas e símbolo da região entre a Praça Onze e o Estácio, chamada não à toa de “Pequena África” – lembra o professor do 1º ano que, apesar de todo o sofrimento negro, enxerga um “milagre” ocorrido nesse lugar de tragédia. – Nossa formação cultural e as redes de sociabilidade foram fortemente influenciadas pela vigorosa presença africana no Rio de Janeiro, responsável por resistir e reinventar diversos elementos culturais ainda tão presentes, como o samba, a capoeira, o candomblé e a nossa culinária, por exemplo. Simas chama esse milagre de “cultura de fresta”, “saberes diaspóricos” que conseguiram sobreviver vigorosamente apesar de toda a opressão e violência da escravidão e, posteriormente, da perseguição contra as chamadas “classes perigosas” durante a República – completa ele, referindo-se ao historiador e professor Luiz Antônio Simas, que serviu como uma das principais referências na palestra.

 

Que venham outras aulas como essa!

 

VOCÊ SABIA?

O Rio de Janeiro, na virada do século 18 e 19, era uma cidade agregada, com forte presença da cultura negra-africana (espaço de socialização). Nessa época surgiram os primeiros ranchos, blocos carnavalescos, candomblés, a capoeira, o samba (“filha de santo” em bantu) e pratos típicos, como o angu.

O Rio de Janeiro foi o principal porto de desembarque de escravizados no Rio de Janeiro entre 1774 e 1831. Não foi somente o maior porto de desembarque de escravizados nas Américas, mas também o segundo maior porto de origem dos navios negreiros, depois de Liverpool (Inglaterra).

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.