No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a turma do 1º ano do Ensino Médio da EDEM assistiu à palestra “As meninas e a caixa preta: uma história sobre ciência”, da física Gabriela Sena. O dia 11 de fevereiro é uma data importante para a ciência e para as mulheres que fazem ciência: é uma iniciativa de 2015 da UNESCO, com o objetivo de fortalecer o compromisso global com a igualdade de direitos entre homens e mulheres, principalmente do ponto de vista da educação.
– A importância dessa data tem a ver com a busca pelo reconhecimento do processo científico de mulheres que a história mostra que não tinham visibilidade. Mulheres que já fazem ciência há bastante tempo, mas que não tinham oportunidade de ter seus feitos reconhecidos. No cenário atual, temos um quantitativo relevante de mulheres que fazem ciência, mas ainda hoje falta esse reconhecimento e essa importância para o que as mulheres fazem – diz a professora de física das turmas de 1º e 2º anos, Cintia Picalho, que acompanhou a atividade.
A palestra, realizada de forma online (Gabriela pelo Google Meet) teve como objetivo desmistificar a área da física nuclear, área de conhecimento de Gabriela; trabalhar o pensamento e o processo científico da turma e, ainda, abordar a questão da equidade de gênero.
– Além de falar sobre a importância da ciência, como se faz ciência e sobre a importância do método científico, Gabriela explicou sobre o Efeito Matilda – quando homens recebem o reconhecimento de processos científicos feitos por mulheres. A palestra foi necessária para trazer o protagonismo feminino e a noção que nós, mulheres, também fazemos ciências. E que podemos e queremos ser reconhecidas – diz Cintia.
Gabriela também citou mulheres cientistas importantes, como as físicas Marie Curie e Mileva Marić (que foi casada com Albert Einstein), a matemática Ada Lovelace e a química Rosalind Franklin.
– A gente quer que mais meninas façam ciência e que as mulheres sejam reconhecidas em seus processos científicos. Isso é uma forma de justiça social. Todas as pessoas, homens e mulheres, têm o direito de fazer o que gostam e ter o devido reconhecimento – defende a professora.