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Ela tem apenas 18 anos e muitas histórias de vida escolar para contar: aos 13, teve a ideia de fazer uma campanha e passar em todas as turmas da EDEM para falar com crianças e adolescentes sobre a importância de não jogar lixo no chão. Por vários meses leu para crianças de orfanato quando fazia parte da turma do Grupo de Voluntariado do 9º ano do Ensino Fundamental 2 da EDEM. Participou de tendas de conscientização sobre a falta de informação nos rótulos de alimentos ultraprocessados e sobre a importância da tributação de bebidas açucaradas (ambas organizadas pela escola). Foi da equipe de produção de alguns saraus musicais da escola e atualmente é integrante da AERJ (Associação dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro), além de tesoureira do Grêmio da EDEM, enquanto se despede da escola. Essa é Maria Luiza Selonk, aluna do 3º ano do Ensino Médio da escola.

Enquanto vai curtindo suas últimas semanas de estudante secundarista, depois de quase um ano e meio sem pisar no espaço escolar (“apesar do privilégio de ter tido aulas online enquanto tantos estudantes no Brasil não tinham acesso à educação EAD, foi muito difícil esse período da pandemia, foi muito difícil estar meus dois últimos anos sem estar com a minha turma, porque a EDEM é uma espécie de segunda casa pra mim”), ela sorri com a tranquilidade de quem já foi aprovada na escola e em um vestibular – passou em terceiro lugar em História na PUC e ganhou bolsa de 100%.

E reconhece que a EDEM foi muito importante na formação de seu pensamento crítico e da inquietação com as questões coletivas, sociais.

– A EDEM estimula uma educação em que é possível questionar, ir além. Tive professores e professoras muito importantes que eu nunca vou esquecer durante essa minha trajetória. A Vera, que foi minha professora de História do comecinho do Ensino Fundamental 2, por exemplo, é uma delas, vou levar pra vida. No oitavo ano eu já sabia que queria fazer vestibular para História e ela é um pouco responsável por isso também – lembra Maria Luiza, conhecida como Malu, que entrou na escola quando estava no Grupo 5 da Educação Infantil, em 2009.

Simulados desde o 1º ano

No último domingo, Malu fez a primeira prova do ENEM e saiu tranquila.

– O fato de a gente fazer simulados desde o 1º ano dá uma segurança boa. No 3º ano, as provas não são bicho papão, não são novidade – diz ela, que além da PUC e do ENEM, também vai fazer prova para a FUVEST, UERJ e três universidades na França.

Para Malu, tão importante como estudar e ter um bom resultado nas provas, é sair da EDEM sabendo que muitas dessas histórias que ela viveu deixaram frutos e, em algumas delas, uma continuação; que tem gente boa continuando o que a turma dela começou. É o tal do pensamento coletivo que ela tanto defende e se importa:

– Todo o nosso grupo do Grêmio tinha muito medo de que ele acabasse quando a gente saísse da escola. Mas agora estou tranquila: estamos saindo da EDEM, sim, mas o Grêmio continua vivo, com muitas pessoas mobilizadas, articuladas, de turmas mais novas do que as nossas. Espero que esse ciclo nunca acabe, que os estudantes que saem da escola ao fim do 3º ano do Ensino Médio tenham esse cuidado de engajar os que ainda estão por aqui. Lutei muito pelo Grêmio, porque na minha opinião uma escola ter esse coletivo é vital não é só para debater sobre as questões internas, mas representar o alunado fora da escola. Um Grêmio tem muita voz. Tenho muito orgulho de tudo que participei na EDEM, assim como tenho muito orgulho do Grêmio e não termos deixado ele se desmobilizar durante a pandemia. – diz ela.

Merenda Solidária

Ela aproveita a entrevista para lembrar a comunidade da escola em participar e contribuir com o Merenda Solidária, criada pela AERJ. Ela e a amiga Julia Penteado são as pessoas do Grêmio responsáveis pelo projeto, que tem o objetivo de dar suporte aos estudantes em situação de insegurança alimentar. O projeto consiste na doação de alimentos, cestas básicas, kits de limpeza e máscaras para famílias que precisam. Em sua 7ª edição, o projeto já ajudou mais de 1.300 famílias por todo o estado do Rio de Janeiro. O pix para doações é o de Malu, que por ser tesoureira do Grêmio vai encaminhar toda a quantia para a AERJ: 202.258.917-35.

 

Com uma trajetória dessas, é para ter muito orgulho mesmo, Malu!

 

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