“Mãe, pai, quando eu vou ganhar um celular?” 📲
Essa é uma pergunta que quem tem filhos entrando na adolescência, ou até mesmo antes dessa fase, costuma ouvir – principalmente após a pandemia.
A geração de adolescentes de hoje é muito ligada em tecnologias e redes sociais, como TikTok e Instagram? Segundo Paula Martini e Talita Figueiredo, que fazem parte do LabTec da EDEM, por um lado sim, porque a tecnologia está mesmo presente na nossa rotina. Por outro lado, na opinião delas, nós, adultos, é que estamos deixando que os jovens de hoje fiquem ainda mais próximos desse universo, sem muito controle nem diálogo. Este foi um dos tópicos abordados e debatidos no evento direcionado para famílias de jovens do Ensino Fundamental 2, realizado na EDEM na última quinta-feira, dia 6. Paula e Talita conversaram sobre “Redes sociais, rastros e redes digitais”.
– Se as crianças e jovens têm combinados de hora de ver televisão ou hora de voltar para casa, por que não ter combinado de um tempo específico para usar o celular? É preciso que a gente proíba menos e converse mais com essa juventude sobre tudo que cerca esse assunto. Não é para deixarem de usar, mas que façam, que usem, atentos em relação de onde estão pisando. E que saibam usar a tecnologia de forma útil – diz Paula.
Por isso, elas defenderam o senso crítico nesse uso do celular e das redes sociais.
– Afinal, quando o serviço é de graça, o produto somos nós. O tal do algoritmo percebe que a gente gosta de vídeo de gatinho, por exemplo, e começa a mostrar só vídeo de gatinho. Essa bolha algorítmica é perigosa. O interesse de quem faz essas redes é que passemos mais tempo possível por lá, caso contrário não se ganha dinheiro – alerta Talita.