Teclas de telefone, latas de lixo e notas de dinheiro: entre esses objetos, quais desses são os mais e os menos contaminados por microorganismos? Na semana passada, acompanhados do professor Tito Tortori, a atividade das turmas de 8º ano do Ensino Fundamental 2 foi exatamente essa: observar as culturas de microorganismos coletadas dias antes. Entre os menos contaminados, uma surpresa: notas de dinheiro.

– A turma achou esse dado curioso. Mas tem explicação: o que acontece é que antigamente as notas circulavam por muito tempo na rua. Hoje, a Casa da Moeda recolhe as notas velhas em períodos de tempo menores – conta o professor.

Entre os mais contaminados, ralo da cantina, latas de lixo e teclas de um telefone. Para Tito, a conclusão principal é que a hipótese de trabalho é derrubada pela pesquisa prática, pois há lugares “potencialmente” limpos que são mais contaminados do que lugares “potencialmente sujos”. Assim, a cultura do vaso sanitário é menos contaminada do que as teclas do telefone. Outra conclusão importante é que nos ambientes normais que convivemos (residências e escolas), há uma possibilidade de contaminação principalmente relacionada com as bactérias e fungos.

– Mas isso não significa que devemos ficar preocupados, pois muitos desses microrganismos não são patogênicos e não causam doenças. Por outro lado, devemos ter cuidado com os transportes públicos, caixas eletrônicos e outros locais (escadas rolantes) em que possamos estar em contato direto e indireto com os agentes patogênicos. Isso é importante, pois pessoas doentes estão sempre usando as mãos para teclar, se apoiar ou segurar e essa é uma forma importante de transmissão das doenças – conclui Tito.