Games em plena escola, fora da sala de aula? Sim! Na semana passada, as turmas de 7º ano do Ensino Fundamental 2, acompanhadas da professora Ana Erthal, foram para uma área externa dentro da escola  para… jogar e aprender!

– A aula externa de games tem como objetivo socializar e fazer com que as crianças vejam qual o ponto de vista de cada uma delas a partir de uma imagem. Jogamos o DiXit, que pode ser usado em diversas situações. O grande ganho dele é que, a partir de uma carta, você tem que sugerir temas, frases, poesia, cinema ou uma experiência pessoal, por exemplo. E tentar adivinhar quem propôs. É uma forma de se colocar no lugar do outro, de pensar o que ele estaria sugerindo naquele tema proposto para aquela rodada – explica Ana, que é professora da EDEM e do ensino superior (ESPM), além de doutora em Novas Tecnologias da Comunicação (UERJ) e autora do livro “A comunicação multissensorial”.

A aula externa foi o segundo contato de Ana no ano com estas duas turmas. Para ela, um excelente modo de começar uma relação, porque o jogo tem um caráter lúdico, de divertir sempre. A disciplina tem como objetivo trazer o mundo dos games para as atividades pedagógicas .

– Existe essa questão interessante do estado de fluxo: as crianças começam a jogar e esquecem do resto. Todos nós somos assim, quando nos envolvemos numa atividade, esquecemos o que está ao redor e nos concentramos muito naquela tarefa. Essa atividade é muito bem-vinda pelos alunos, eles gostam muito. Ao mesmo tempo, eu sempre faço uma provocação sobre para um pensamento crítico sobre o mercado de jogos, jogadores profissionais, economia de jogos,a disciplina passa por tudo isso – conta Ana.

E além de jogar, as turmas também colocam a mão na massa. Ou melhor, no computador!

– A cada 15 dias vamos todos para o laboratório e eles programam seus próprios jogos digitais. É uma experiência inicial, claro, porque o jogo e o programa são simples. Mas pelo tempo que a gente tem em sala de aula e para servir como uma forma de compreender que competências novas são essas que a gente está desenvolvendo, é muito interessante – conclui a professora.