“Vocês já pararam para pensar no que teria aqui no espaço da nossa escola, no século 17?”
Essa foi a pergunta que o professor Tito Tortori fez para as turmas de 8º ano do Ensino Fundamental 2, na última segunda-feira. E ouviu, de imediato, a resposta de alunos e alunas: “A Mata Atlântica” 🌳
Assim começou a atividade do primeiro plantio do projeto Muda Mata, que completa 10 anos em 2022 – foi criado por Tito em abril de 2012, na época da Rio+20.
– Esse ano comecei a fazer um levantamento de quantas sementes a gente plantou nessa década: foram, no mínimo, mais de 3 mil – comemora o professor.
Dessa vez, Tito e Ana Amelia, que cuidam do projeto e são responsáveis pelo laboratório da escola, separaram algumas sementes – sempre nativas da Mata Atlântica – para o plantio de 2022, como castanha-do-maranhão, cutieira, carrapeta e cambuí-roxo.
– Algumas sementes que a gente já plantou, como o cambucá, levam de dois a três meses para germinar. Já a castanha-do-maranhão germina uma semana depois. Essa é ótima para o projeto – explica Tito.
Antes do plantio, as turmas receberam o “kit do semeador sem terra”, criado pelo professor: um marcador com embalagens de sorvete vazias e reutilizadas para que sejam escritas o nome de cada muda, caixas de suco que se transformam em porta-mudas (onde cada aluna e cada aluno escreveu seu nome, pra acompanhar o crescimento da muda) e uma semente.
Parabéns pelos 10 anos, Muda Mata! 🌱