O ano letivo é um ciclo que inicia e termina com rituais que se repetem ano a ano, marcando o processo de desenvolvimento de cada aluno e aluna.

Ao término de todo ano letivo, temos sempre formaturas, mostras de artes, de projetos, de cursos extras… mas elas nunca são iguais! Cada formatura é única, cada mostra é uma mostra, em cada uma se imprimem os conhecimentos adquiridos, as descobertas realizadas, os percursos de cada turma e seus alunos e alunas. E é sempre com muita satisfação que compartilhamos com as famílias esses momentos, vibrando pelas conquistas e realizações alcançadas.

Entre as muitas alegrias e emoções vividas nesse período, merecem destaque, este ano, os discursos feitos pelos alunos oradores do 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio, em suas cerimônias de formatura. Abaixo, seguem trechos de dois deles, para vocês se deliciarem também:

Formatura do 9o ano do EF2 da Escola Edem.
Rio de Janeiro, 06.12.2018
fotos: Eduardo martino

Para nós, a EDEM sempre foi mais que uma escola: é o lugar onde podemos ser livres, onde aprendemos o nosso papel e responsabilidade como seres humanos. Descobrimos a importância de lutar por um mundo cada vez mais justo e democrático, e da relevância de coisas como igualdade, empatia e respeito. (…)

A conjuntura política atual faz com que, 50 anos após sua fundação, uma escola como a EDEM seja mais uma vez de extrema importância para a resistência nos difíceis anos que já começam. Que a democracia foi duramente conquistada e que ela não é perfeita ou garantida, e que portanto precisamos lutar por ela todos os dias, é algo que aprendemos durante todos esses anos, seja na matéria que for, independente do conteúdo. (…)

Escola é sinônimo de pensamento crítico. Se não se procura desenvolvê-lo nos alunos, não é escola. Não se pode ensinar sem dar sua opinião, ou estamos fadados a cometer os mesmos erros do passado, como vemos constantemente no Brasil”. Ana Clara Morgado e Maria Luiza Selonk, 9º ano B de 2018.

 

Formatura dos alunos do 3o ano do EM da escola Edem.
RJ, 07.12.2018
foto: Eduardo Martino

Epílogos são labirínticos.

A conclusão de um ciclo tão extenso quanto a educação básica, a qual muitas vezes aparenta interminável, é certamente fonte de incontáveis dúvidas e sentimentos. Pode-se, por exemplo, sentir falta do que acabou e amedrontar-se com o que há por vir, ou ainda sentir-se extasiado e esperançoso; independentemente das emoções em questão, a intensidade delas é sempre inegável.

(…)

Epílogos são, apesar das dificuldades que trazem consigo, essenciais. É por este motivo que todo ser humano deve aprender a desestruturar os alicerces que julga inerentes ao seu indivíduo e permitir-se sofrer livremente as metamorfoses da existência. Isto não significa, contudo, aniquilar e enterrar o passado. Na verdade, rememorar o que está prestes a ser extinto é frequentemente imprescindível para a concretização efetiva deste processo de transmutação. E é com este intuito que todos vocês, Clara Maria e eu, Thomas, estamos todos aqui esta noite: para celebrar o ato final de nosso Ensino Médio e o princípio de um novo capítulo de nossas vidas.” Thomas Cruz Magalhães e Clara Maria Furtado, 3º ano Ensino Médio 2018

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