Festa brasileira, com muito orgulho!

No último dia 26, a cada família que chegava, a EDEM – que já estava toda decorada – ia ficando ainda mais colorida. Pais, alunos, professores e funcionários capricharam no figurino e tornaram um sucesso absoluto a Festa Junina da escola: mais de mil pessoas prestigiaram o arraial.
- Sempre gostei de pesquisar os ritmos que existem no Brasil. Esse ano, quis que cada turma apresentasse uma dança diferente, para apresentar a riqueza cultural que existe no nosso país - explica Gustavo Destord, professor de música da EDEM e coordenador da festa junina.
A festa, que foi batizada de “O Brasil que o Brasil não conhece”, começou cedo, às 14h: logo na entrada, a grande quantidade de barraquinhas não dava a dimensão exata do que estava por vir: brigadeiro, docinho, boca do palhaço, canjica, pescaria, salsichão... tudo o que um bom arraial merece.
Entre os barraqueiros, um grupo se mobilizava para fazer tudo dar certo: os formandos do 3º ano do Ensino Médio.
“Estamos com duas barraquinhas, uma de comida e outra de brincadeiras. Além disso, também alugamos uma cama elástica e um tobogã. Com a arrecadação, vamos fazer a nossa festa de formatura, que também terá um churrasco. Acordei às 5h30 para acertar os últimos detalhes com os meus amigos de turma. Estou super cansada, mas feliz. Tudo deu certo, apesar dos contratempos e da correria”, disse a aluna Marina Costa, de 17 anos, que vai prestar vestibular para comunicação.
Marina, aliás, mal conseguia dar entrevista, tamanha a quantidade de pessoas que queria comprar um salsichão. Pelo visto, a festa de formatura de fim de ano do 3º ano tem tudo para ser um sucesso: o tobogã e a cama elástica não ficaram vazios nem por um minuto.
Dançando com emoção
Brincadeiras e comilanças à parte, o principal da festa ainda estava por vir: as danças. Cada turma – desde o Grupo 1 da Educação Infantil até o Ensino Médio – apresentou uma dança diferente, sob olhares atentos dos pais. No palco, um timaço de músicos – entre ex-alunos e pais – não deixava ninguém parado.
“Antigamente, os pais assistiam às danças da turma de cada filho e iam embora. Agora não, eles se habituaram a ficar até o final, porque as danças são contadas como uma história mesmo, com encadeamento, com começo, meio e fim. E isso desperta a curiosidade tanto das crianças, como dos adultos. O resultado é que todo quer assistir. Esse ano, mais uma vez, fiquei feliz com o interesse do público”, conta o professor.
Pedro Reis Lopes, de 10 anos e aluno do 5º ano do Ensino Fundamental, dançou a balainha e estava emocionado com a apresentação:
“A balainha é uma dança muito bonita, e eu vi que as pessoas adoraram. Fico pensando na minha turma vendo essas fotos e vídeos daqui a 10, 20 anos. É muito bonito pensar nisso, e pensar na nossa evolução desde o ensaio até a dança”, disse ele, chorando de emoção.
A diretora Judy Galper também era só emoção:
“Fiquei um tempão atrás do palco, atrás da banda, vendo tudo acontecer. Vi o conjunto, a quantidade de gente, e a boa energia rolando. Músicas bonitas, crianças dançando... A presença dos pais no palco diminuiu. Isso mostra a evolução das crianças.”
Para ela, a união fez a festa:
“Um dia antes do arraial, houve um mutirão dos funcionários para arrumar e decorar a escola, desde o faxineiro até a coordenadora. Todos trabalhando juntos por um mesmo objetivo: fazer o melhor. Foi um trabalho conjunto fantástico, cada um fez a sua parte. A festa foi construída coletivamente. O trabalho musical e de pesquisa do Gustavo foi maravilhoso, assim como o trabalho de corpo cheio de sensibilidade feito pela professora Irene Pougy."
E não para por aí:
- Ana e Elvira, da secretaria, ficaram horas no caixa, sem arredar o pé, responsável pela venda das fichas. A Celina fez uma produçao executiva nota mil, sem nenhuma falha. O Ronaldo, a Cristina, professores de artes, com a ajuda incrível da Ester, fizeram uma decoração maravilhosa. E o pessoal da limpeza tratou de arrumar a escola logo após o fim da festa. Na segunda-feira, ninguém dizia que havia acontecido uma festa no sábado, tamanha era a limpeza.
Tradições culturais
Para a diretora, o nome da festa diz tudo. “É importante manter nossas tradições culturais e fazer, com muita seriedade, um movimento de resistência contra a massificação, contra a música importada. E valorizar a variedade de manifestações trazidas pelos negros, pelos portugueses. Essa é a mensagem do arraial”.
Os pais também aprovaram a festança. Gustavo Lacerda, pai de Sofia Lopes Lacerda, do 3º ano do Ensino Fundamental, era um deles.
“Acho a festa junina da EDEM muito bacana porque não é só para alunos. Os pais se sentem integrados. É um evento para crianças, adolescentes e adultos também. Todo mundo curte”.
Texto: Mariana Claudino
Fotos: Cristina David
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