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Todas as abelhas do mundo têm ferrão, correto? Não, não é bem assim. As abelhas do gênero Meliponini, nativas do Brasil, são prova disso. Tito Tortori, professor de Ciências e Biologia do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio da EDEM, pesquisou mais sobre elas desde que a EDEM mudou de sede para a Gago Coutinho, em 2009. De início, todos ficaram preocupados, achando que elas seriam um perigo para a comunidade da escola, mas o professor logo tratou de esclarecer e mudar essa história. E foi assim que surgiu o meliponário (coleção de colmeias de abelhas nativas sem ferrão) na EDEM. Algumas colmeias estão em garrafas pet e outras em caixas de madeira, em pontos diferentes da escola. Uma colmeia, inclusive, está na janela do laboratório de Ciências, com a supervisão de Tito e de Ana Amélia, sua parceira de trabalho. Este, aliás, é o primeiro meliponário em uma escola no Rio de Janeiro.

– A abelha que todos conhecem, aquela listrada e peluda, possui ferrão. Ela não é nativa, é invasora e em algum momento se instalou no Brasil. Mas as nativas, como a Jataí, a Uraí e a Mirim Plebeia, entre outras, não têm ferrão. Quando a EDEM se mudou para esta casa, encontramos muitas abelhas nativas. E começamos um trabalho de conscientização com funcionários, professores e alunos, para mostrar que essas abelhas fazem um serviço ambiental importantíssimo e que não apresentam nenhum risco. E desde então colocamos em prática o surgimento dos meliponários, que é a criação das colmeias deste tipo de abelhas do gênero Meliponini. Muitos alunos nunca tinham reparado nas colmeias nas janelas, de tão inofensivas que elas são – esclarece ele.

O serviço ambiental que Tito se refere é a polinização. Abelha produz apenas mel, própolis e cera e poliniza o pólen quando coleta o pólen pra ela. Mais de 70% do alimento humano é polinizado por esse tipo de abelha. Legumes e frutas como laranja, tomate e pepino, se não forem polinizados, não geram frutos.

– Ou seja, se não tiver abelha, não tem fruto. E o que fazemos aqui é despertar essa consciência ambiental em toda a comunidade escolar. Há plaquinhas ao lado do meliponário explicando que as abelhas estão ali fazendo um serviço vital – diz Tito.

As abelhas adoram ficar perto de uma grande figueira localizada na entrada da Educação Infantil. Mas semana que vem algumas delas vão mudar de casa.

– A ideia é transferir algumas para duas colmeias dentro de um recipiente de vidro, claro que com todas as condições de elas se desenvolverem. A ideia é que esta proposta vire o projeto do 8º ano na Semana das Ciências, que acontece no fim deste ano, para o público presente no evento poder observar o trabalho realizado com os alunos – diz, orgulhoso, o professor.

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