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Foi incrível: assim pode ser resumido o Arraial da EDEM, que aconteceu no último dia 24. A festa junina da esola neste ano homenageou as manifestações populares que sofreram algum tipo de perseguição ou discriminação ao longo da história do país – e que apesar disso conseguiram se manter vivas até os dias de hoje. Foi uma maneira de falar de ritmos e danças, hoje tradicionais do Brasil, que remetem a um passado de enfrentamento das culturas africanas e indígenas e, com a colonização europeia, se tornaram marcos da resistência de grupos historicamente desprivilegiados. Folguedos que ecoam o bravo canto de negros, índios, nordestinos, trabalhadores, guerreiros, criadores de formas singulares de celebrar a vida e saudar a esperança de tempos mais belos. Foi o arraiá do Verga mas não quebra!

O evento junino, já tradicional na EDEM, é a culminância do Projeto Cultura Popular, que integra as áreas de música, corpo, artes visuais e literatura. Desenvolvido na Educação Infantil e no Ensino Fundamental 1, resulta do trabalho conjunto das professoras das turmas desses segmentos com os professores especialistas das áreas de música (Gustavo Destord e Jean Philippe de Beyssac), dança/ corpo (Daniela Galper e Irene Pougy) e artes visuais (Cristina Simões e Ronaldo Amaral. Muitas semanas antes da festa, a escola já respirava o clima do arraial, seja nas oficinas de confecção de roupas com a participação das famílias de alunos da Educação Infantil ou nos ensaios que mobilizaram alunos e professores, ou, ainda, nos mutirões de paineis para decoração da quadra – onde aconteceram as danças. Foi mesmo um trabalho de equipe, do início ao fim.

O resultado de tanta dedicação não poderia ser diferente: durante todo o dia – de manhã até à noite, a escola ficou colorida, movimentada e alegre: repleta de alunos, ex-alunos, famílias e profissionais da escola. O auge foram as danças apresentadas pelos alunos –  de “Asa branca” do Grupo 1, passando pelo maracatu do 3º ano do Ensino Fundamental 1 até as quadrilhas de alunos e ex-alunos. E, claro, a banda, composta por amigos da escola e pais de alunos: um luxo só!


–  O caráter da celebração é maravilhoso. A música, a arte, a pintura da quadra, as danças, o envolvimento da pessoas… tudo isso é parte de uma celebração que, ao meu modo de ver, é natural da humanidade. E justamente no período do solstício de inverno. que é considerada a unica data mundial: todas as culturas acendem fogueiras, cantam e dançam no solstício. Fiquei muito feliz, fizemos uma grande celebração. Foi lindo e o resultado foi muito bacana – comemora Gustavo Destord, professor de música e idealizador do evento.

 

Crédito das fotos: Andrea Testoni e Eduardo Martino/Zuppa Filmes

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